Um pouco mais do mesmo...

Adeus, Mr. Chips: Bonitinho, romântico e delicado. Sinceramente, eu gosto de musicais mais animados e esse não tem dancinhas (bom, tem, mas dentro do contexto de peças dentro do filme), mas é um bom drama. Faltou explorar melhor a vida depois da guerra (e de suas conseqüências) e deixar o final mais com cara de final. Gostei mais da primeira metade, com as descobertas e o relacionamento surgindo. Gostaria de ver a primeira versão para poder comparar...
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A Revolução não será Televisionada: Ok, vi um trecho mínimo porque o DVD da faculdade não colaborou, mas deu para ver que as pessoas foram corretamente selecionadas para passar a idéia planejada. Só acho que o Chavez poderia escolher algum bonitão da Venezuela para aparecer publicamente em seu lugar. Seria muito mais divertido e as falas (previamente decoradas e escritas pelo verdadeiro, claro) deixariam tudo com cara de novela mexicana.
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Robin e Marian: Não é segredo que eu simplesmente a-do-ro a Audrey!!! E ela está linda e delicada nesse filme que, embora tenha uns trechos arrastados, é ótimo de se ver. Longe de ser um filme sobre Robin Wood, é um filme sobre um relacionamento entre duas pessoas maduras que viveram separadas durante muitos anos. Não perca a melhor parte: o final mostra a alma feminina de uma maneira que poucos filmes são capazes de fazer.
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Stardust: Sabe o que eu detesto nos publicitários? É que, tentando aumentar o público, eles infantilizam as coisas e acabam afastando o público-alvo ideal. Está certo que uma história de fantasia romântica seria um fracasso se dependesse só dos adolescentes e dos adultos, mas precisa exagerar? O filme é muito bonito, as piadas funcionam (e algumas as crianças menores perdem) e vale a pena assistir. Um oásis de calma, beleza e sonhos no meio do caos cotidiano.
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Volver: Tenho grande simpatia pelo Almodóvar e foi só isso que me fez ver esse filme. Não sei bem a razão, mas a Penélope Cruz me afasta qualquer boa vontade. Felizmente, o diretor é muito competente e a maquiagem pesada conseguiu deixar a atriz apresentável (sério, acho ela muito feia), embora ela tenha me lembrado uma drag-queen em alguns momentos (e uma Glória Pires mais nova em outros, graças ao figurino). É um drama muito bonito e bem desenvolvido e Carmen Maura estava simplesmente perfeita!
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A propósito, saí novamente no Comunicação. Para ler, clique aqui e aqui (não aparece meu nome, mas fui eu quem escreveu). Além disso, uma matéria minha saiu no impresso desse mês e dessa vez eu reconheço a autoria, pois, embora tenham feitos cortes, não reescreveram tudo nem inventaram coisas. Quem quiser dar uma olhada, pode aproveitar e reparar na minha aparição no expediente do jornal.

I Love Movies!

Fazia muito tempo que meu lado cinéfila e amante de séries andava adormecido. A Mari deu uma acordada nele ao me viciar em Dexter e a chegada recente da TV a cabo aqui em casa deu uma ajudinha. Tenho até visto I Love Lucy e achado engraçado (meu senso de humor é assumidamente sem opinião, ele só gosta se já tem alguém rindo). Mas a minha idéia não é falar das séries, mas dos filmes. A eles:
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Carruagens de Fogo: A história é muito simples. Os personagens também. Aliás, quase tudo é simples nesse filme. Tudo menos a trilha, claro. Além de linda ela é o principal diferencial desse filme. Por algum motivo me lembrou Seabiscuit, talvez pela simplicidade que funciona, agrada e acaba fazendo sucesso. Felizmente esse filme terá uma história ainda mais longa que a do cavalinho do Homem-Aranha.
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Dália Negra: Na época que saiu, eu me arrependi por não ter ido ver no cinema. Agora acho que foi melhor. Não que o filme seja ruim, mas ele é diferente do que eu esperava. Ao invés de se concentrar no crime, o enredo segue o personagem do chatinho Josh Hartnett e suas incríveis deduções sobre sua chatíssima vida. Vida essa que nem é explorada. O pai é mencionado, ele aparece namorando, mas nada além disso. Ao final, nenhum personagem cativa e não há emoção. É um filme que quer ser charmoso (como todo noir deve ser) e se esforça para tanto, mas não chega a atingir seu objetivo. Quebra as espectativas, mas não deixa de ser interessante.
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Dançando no Escuro: Agora que a Björk vem para Curitiba, decidi ampliar meus parcos conhecimentos sobre ela. Sempre tive a curiosidade de ver esse filme, as críticas da revista SET na época do lançamento foram bem elogiosas. Lembro de uma frase dita pelo Lars von Trier em uma entrevista que era, mais ou menos, assim: “A Björk não sabe atuar, ela só sabe sentir”. Infelizmente não tenho conhecimentos suficientes para julgar a atuação dela, embora ache que teve uma melhora no decorrer do filme. Mas o fato é que a história não passa de um gigantesco dramalhão bem executado. Poderia ser alongado para virar uma novela mexicana (medo).
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Hotel Ruanda: Fórmula certa que nunca dá errado: história real, bem distante dos Estados Unidos (mas falada em inglês), bom elenco, bom diretor, cenas feitas para emocionar (e ir atrás de um Oscar que não veio). Mas quando o resultado é um ótimo filme, para quê reclamar? Pena que depois que se desliga a TV, a história continua não passando de um filme sobre um povo muito distante (ainda bem que podemos culpar os europeus).
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Manhattan: Eu gosto do Woody Allen e esse filme me rendeu uma teoria: ele deve beijar muito bem (preciso ocupar melhor a minha cabeça). Mesmo com as minhas companhias dormindo do meu lado, consegui aproveitar o filme que é de uma delicadeza impressionante. É sempre bom ver declarações de amor sinceras, principalmente porque elas andam cada vez mais raras.
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O Amor não tira férias: Filme bonitinho que faz a Mari chorar. Vale a pena para uma tarde com as amigas, principalmente por causa do Jude Law. Isso sem contar as piadas fáceis vindas da ótima atriz (Kate Winslet) interpretando uma jornalista e da péssima atriz (Cameron Diaz) interpretando uma publicitária.
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Obrigado por Fumar: A Vanessa fez tanta propaganda desse filme que ele se tornou uma prioridade na minha “listinha” mental de filmes que preciso assistir. Mas a minha amiga não estava errada. O filme é muito bom. Aliás, tirando a Srª. Cruise e o menininho que dá medo, o filme não dá surpresas ruins. E para quem, como eu, absolutamente detesta cigarros, é uma ótima oportunidade para ver o lado dos fumantes, se divertir e continuar com a mesma opinião de sempre. Já quem gosta de cigarro pode, ao menos, rir um pouco e, pelo menos em parte, sentir-se representado.
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Tropa de Elite: Na verdade eu queria ver Hairspray, mas não deu certo. Ainda bem. Dificilmente eu teria visto esse filme no cinema se as circunstâncias não me levassem até ele. Meu irmão disse que é interessante ver “o outro lado”. Só então eu percebi que no Brasil “o outro lado” é o lado que deveria ser o oficial, o da polícia. O filme é interessante, obviamente cheio de violência e palavrões, mas para contar essa história simplesmente tinha que ser assim. Nesse gênero eu só tinha visto alguns filmes estado-unidenses, como Dia de Treinamento e, quer saber, a versão nacional é bem melhor.
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Wallace e Gromit – A Batalha dos Vegetais: Fofo! É a inocência e a delicadeza das animações que me fascina. Por isso que eu não sou contra nem a favor da tecnologia em animação (o que não vem a ser o caso com esse filme), o importante é sempre uma história bem montada e bem contada. Aliás, não só na animação, em qualquer filme. A propósito, a piada dos melões não foi lá tão inocente assim, mas a culpa é da minha mente suja, mesmo.