Para quem reclamou da falta de textos...

My Wonderfull Day
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Bem vindos à descrição de mais um dia estranho na vida de Renata Bossle. Aliás, o dia em si não foi estranho. Foi bem rotineiro, inclusive. O único problema dele é justamente a inconstância com que foi vivido[1].
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Pela manhã eu tive prova. Não estudei uma linha sequer porque isso não faria a menor diferença (alguém chuta qual era a matéria?). O caso é que consegui uma carona totalmente imprevista, cheguei antes na faculdade e fiquei escutando o pessoal que saía da sala comentar o que caiu. Devido há um histórico recente, existia a possibilidade da prova ser a mesma (não foi), mas valeu a pena prestar atenção. Fiquei esperta para o que viria. Entrei na sala, fiz a prova em menos de dez minutos e saí. Muito fácil. Mas tenho certeza que vai vir mais uma nota baixa daquelas. Isso é tão tristemente típico de mim...
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Cheguei em casa a tempo para o almoço (raridade!). A comida da mamãe estava muito boa (redundância) e a sobremesa melhor ainda (desculpa, mas colocou o Gel Flan no chinelo). Logo em seguida, fui para o meu quarto ler. Pela primeira vez em muito tempo tinha um tempinho de descanso. Mas embora a leitura estivesse muito boa, eu estava um pouco tristinha, resultado da correria dos últimos dias e, mesmo sendo uma sobrevivente, algo que eu não sabia bem o que era me incomodava. Até que algo aconteceu...
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Triiiiiiim! Triiiiiiim! Triiiiiiim! – Era o telefone que tocava. E, pior ainda, bem do meu lado. Não sei se é do conhecimento geral, mas o fato é que eu não gosto muito de telefone[2]. Atendi. Qual não foi a minha surpresa quando uma vozinha de menininha respondeu do outro lado da linha? Eu já sabia quem era e sorri comigo mesma quando a voz pediu para falar com a Renata. A única pessoa no Brasil e uma das únicas duas pessoas no mundo que me chamam de “Rêrra”[3]! Minha colega de momentos Mutsumi: Kei-Chan!!!
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Vinte minutos de conversa. Vinte breves minutos. Tecnicamente ela ligou só para a gente não passar muito tempo sem se falar. Mas o fato é que eu sei que a amizade se manifesta nesses momentos em que, sem saber, as pessoas simplesmente aparecem para dar uma força. Ela fez justamente o que eu precisava. Ouviu o que eu tinha a dizer, falou sobre o seu dia-a-dia e foi a melhor amiga que eu poderia ter. E eu nem precisei pedir!
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Depois disso eu fui para mais uma aula. Estava feliz e achando que tudo seria perfeito e que eu havia realmente nascido para fazer aquilo. Não foi bem assim. Na verdade, foi uma das piores aulas (desse assunto, fique bem claro) que já tive na minha vida. Está certo que não foram muitas, mas, enfim, foi bem ruim. Não sei o que teria sido de mim se aquele telefonema não tivesse aparecido para me alegrar e dar forças. Provavelmente eu teria desabado e começado a chorar. No mínimo, eu teria me saído ainda pior.
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Voltei para casa pensando em como as coisas são. Não há dúvidas de que estou vivendo uma das melhores épocas da minha vida. Passei por tantas coisas nesse último ano (ou nesses últimos dois anos, já que tudo tem passado tão rápido) que é até difícil situar certas situações no tempo e no espaço[4]. Aprendi muito, tive muitas alegrias e muitas decepções. Várias áreas entram em questão aqui, não preciso nem citar (seria colocar ainda mais clichês nesse texto). Estava desanimada, mas consciente.
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Cheguei, mais uma vez, em casa. Fiz várias pequenas coisas que tinha que fazer. Inclusive, terminar de ler aquele livro. Gostei, mas, por alguma razão, tenho mais simpatia pelo filme. Ele é, sem dúvida, mais óbvio e mais “produto da indústria cultural” que o livro (não que o livro também não o seja em grandes proporções). Acho que é culpa da Meryl Streep e da Anne Hathaway[5]. Ambas me despertam simpatia. Uma por ser simplesmente uma excelente atriz (como se isso fosse pouco). A outra por ser fofa, cativante e carismática. Confissão: Eu sempre discordo do Iury quando ele fala isso, mas eu sempre me sinto muitíssimo elogiada quando ele fala que eu pareço a Anne. Não que isso seja verdade, lógico[6].
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É isso. Aconteceram mais coisas no meu dia, lógico. Mas estou sendo expulsa do computador por um irmão caçula mala (sim, ele não lê esse blog) e esse post termina aqui. Sem direito a revisão, para variar.
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[1] Teoria: Eu sou igual o clima de Curitiba. Podem acontecer todas as estações do ano em um único dia, mas quando você vê as médias do ano inteiro percebe que nada de muito diferente aconteceu em todo o período.
[2] Para quem é como eu, uma dica: Faça vestibular. Fique no seu quarto fazendo o que quiser e, supostamente, estudando, ou seja, ocupado demais para perder tempo atendendo telefonemas. Afinal, é para isso que irmãos mais novos servem.
[3] A outra, a propósito, o faz por influência dessa e, atualmente, mora na Inglaterra.
[4] Raciocínio que só eu entendo. Mesmo sendo incapaz de dar exemplos concretos eu sei que ele faz todo o sentido.
[5] Para quem ainda não percebeu, estou me referindo a “The Devil Wears Prada”.
[6] Quem citar a primeira parte de “The Princess Diaries” vai apanhar.

Gênio incompreendido...

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Fala sério! Eu sou uma ótima fotógrafa. Essa foto, por exemplo, pensei muito antes de tirar. A fotometria foi muito bem calculada e apertei o botão no momento exato.

Musiquinha...

Me Pasan Cosas
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Me pasan cosas que no comprendo
Estas en todo lo que yo pienso
Sueño despierta con tu mirada
Y si me miras me siento rara
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Me pasan cosas cuando te veo
Estoy distinta hay algo nuevo
Me da verguenza que lo descubras
Es tan dificil decir...
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Te quiero nunca lo olvides (Te quiero)
Te quiero y nunca me lo dijeron
Te quiero lo digo suave
Te quiero y nadie lo sabe (Te quiero)
Te quiero mi mas que amigo (Te quiero)
Te quiero y todo tiene sentido
Te quiero como los cuentos
Mi principe azul te quiero
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Me pasan cosas que no se explican
Huelo a jasmines rio en tu risa
Paresco tonta estoy distraida
Me siento grande y muy chiquita
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Te quiero nunca lo dije (Te quiero)
Te quiero y nunca me lo dijeron
Te quiero y lo digo suave
Te quiero y nadie lo sabe (Te quiero)
Te quiero mi mas que amigo (Te quiero)
Te quiero todo tiene sentido
Te quiero como los cuentos
Mi principe azul te quiero
Mi principe azul te quiero
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É incrível como uma música tão boba faz uma pessoa pensar tantas coisas (culpa sua, Fran!)... E, sim, eu fiquei com essa música na cabeça durante horas, foi um tormento. Outra coisa, Chiquititas é algo em que raramente penso, mas sempre tem presença no meu blog... Por que será? Estou realmente precisando de manias musicais novas...
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A pedidos...

Não tenho nenhum texto meu que mereça ser postado, mas encontrei um trecho de um livro que há muito eu procurava e nunca encontrava. Faz muito tempo que eu falei dele com o Evandro e, desde então, tenho procurado. Por alguma razão, fiquei com isso na cabeça. Mencionei o texto em uma tentativa de ajudar o Evandro e, ao encontrá-lo, esperava que ele me ajudasse. A minha surpresa foi que eu, no fundo, não precisava achar o texto. Eu já o sabia.
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Ao texto. Um trecho de Tom Jones, de Henry Fielding:
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"It is possible, however, that Mr Allworthy saw enough to render him a little uneasy; for we are not always to conclude, that a wise man is not hurt, because he do not cry out and lament himself, like those of a childish or effeminate temper. But indeed it is possible he might see some faults in the captain without any uneasiness at all; for men of true wisdom and goodness are contented to take persons and things as they are, without complaining of their imperfections, or attempting to amend them. They can see a fault in a friend, a relation, or an acquaintance, without ever mentioning it to the parties themselves, or to any others; and this often without lessening their affection. Indeed, unless great discernment be tempered with this overlooking disposition, we ought never to contract friendship but with a degree of folly which we can deceive; for I hope my friends will pardon me when I declare, I know none of them without a fault; and I should be sorry if I could imagine I had any friend who could not see mine. Forgiveness of this kind we give and demand in turn. It is an exercise of friendship, and perhaps none of the least pleasant. And this forgiveness we must bestow, without desire of amendment. There is, perhaps, no surer mark of folly, than an attempt to correct the natural infirmities of those we love. The finest composition of human nature, as well as the finest china, may have a flaw in it; and this, I am afraid, in either case, is equally incurable; though, nevertheless, the pattern may remain of the highest value."
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Além disso, eu tive alguns textos publicados no Comunicação. Para ler clique aqui, aqui, aqui e aqui. O próximo sairá no impresso (creio eu).