Relatório de um semestre quase no fim
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No seu blog, a Fran falou em ordem de preferência. Eu achava isso chato, mesmo porque eu não achava que tinha uma ordem de preferência e achava isso legal na nossa turma. Todo mundo parecia gostar de todo mundo mais ou menos igualmente. Essa história de “pseudos” foi um caso a parte, assim como certas rivalidades, mas também viver em um mundo onde tudo é paz deve ser muito chato.
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A questão é que essa história de preferências tem tomado uma proporção estranha nos últimos dias e as rivalidades têm se acentuado (mesmo que tenha gente que se negue a chamar isso de rivalidade). Eu tenho minhas preferências e até uma certa pessoa que eu sempre criticava por nunca ter uma posição definida sobre nada (embora eu ache que essa pessoa nunca entendeu direito que o que eu queria dizer era isso mesmo) já demonstrou e me confessou as suas em um passado ligeiramente muito distante, no qual eu acabei também contando as minhas, a essa altura já muito mudadas.
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Eu não acho que essa questão de pôr as pessoas em uma certa ordem dentro da sua própria cabeça e ir mudando essa ordem com o tempo seja o que está levando a nossa turma a essa divisão tão triste onde todos sofrem, ela é algo natural, inclusive. Mas é uma espécie de pequena causa que se acentua como um grande sintoma de que as coisas não estão bem. Qual é o problema? Como ele surgiu? São tantos detalhes que eu não sei nem responder as perguntas que eram o objetivo do meu texto. Não sei mais nada.
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Queria voltar para o início do ano quando ninguém se conhecia direito e os defeitos eram diminuídos em nome de uma tolerância gratuita e voluntária. Já cansei de ter a mim mesma tão negativamente exposta e de receber tantas coisas ruins dos outros. Queria jogar dorminhoco e achar divertido “ganhar”.