Texto de alguém incapaz de comentar uma festa...

Relatório de um semestre quase no fim
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No seu blog, a Fran falou em ordem de preferência. Eu achava isso chato, mesmo porque eu não achava que tinha uma ordem de preferência e achava isso legal na nossa turma. Todo mundo parecia gostar de todo mundo mais ou menos igualmente. Essa história de “pseudos” foi um caso a parte, assim como certas rivalidades, mas também viver em um mundo onde tudo é paz deve ser muito chato.
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A questão é que essa história de preferências tem tomado uma proporção estranha nos últimos dias e as rivalidades têm se acentuado (mesmo que tenha gente que se negue a chamar isso de rivalidade). Eu tenho minhas preferências e até uma certa pessoa que eu sempre criticava por nunca ter uma posição definida sobre nada (embora eu ache que essa pessoa nunca entendeu direito que o que eu queria dizer era isso mesmo) já demonstrou e me confessou as suas em um passado ligeiramente muito distante, no qual eu acabei também contando as minhas, a essa altura já muito mudadas.
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Eu não acho que essa questão de pôr as pessoas em uma certa ordem dentro da sua própria cabeça e ir mudando essa ordem com o tempo seja o que está levando a nossa turma a essa divisão tão triste onde todos sofrem, ela é algo natural, inclusive. Mas é uma espécie de pequena causa que se acentua como um grande sintoma de que as coisas não estão bem. Qual é o problema? Como ele surgiu? São tantos detalhes que eu não sei nem responder as perguntas que eram o objetivo do meu texto. Não sei mais nada.
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Queria voltar para o início do ano quando ninguém se conhecia direito e os defeitos eram diminuídos em nome de uma tolerância gratuita e voluntária. Já cansei de ter a mim mesma tão negativamente exposta e de receber tantas coisas ruins dos outros. Queria jogar dorminhoco e achar divertido “ganhar”.

Aqui jaz um texto...

Eu tinha pensado em algo para escrever aqui, mas era um assunto delicado. Decidi, então, consultar o i-ching e abri justamente na página “conflito”. Acho que essa página gosta de mim, mas eu não gosto dela. Ela pede que eu me cale, mas eu gostaria de poder gritar. Por hora vou obedecê-la mais uma vez (bom, eu já a desobedeci algumas vezes). Talvez evitar conflitos seja o mais sábio a se fazer, mesmo não sendo o que eu gostaria...