Lembranças felizes...


Bons tempos em que eu passava meu dia esperando para assistir “Chiquititas”. Eu “era” a Fran e sonhava em um dia encontrar um Samuca para mim... Eu cantava e dançava todas as músicas. Eu vivia junto com as personagens, ria, gritava (“Olha a Marian ouvindo tudo atrás da porta!”), sofria e me emocionava. Eu realmente vivia tudo aquilo. Os problemas da Dani, as brigas da Pata, os romances da Mili, os sonhos da Vivi, as doçuras da Maria, a delicadeza da Fran, os traumas da Lucia, a falta de coordenação da Estrela, as falsidades da Marian... Eram tantas personagens, tantas aventuras, tantas histórias bonitas... Às vezes eu penso que “eles” não deviam deixar as crianças verem essas coisas. São muitos sonhos. É uma vida muito linda que se torna um projeto. A Carolina sempre dizia que era possível alcançar todos os sonhos... E eu ouvia que não poderia ter tudo o que quisesse... E eu teimava em acreditar na Carolina. Eu queria meu próprio “Cantinho de Luz”... Eu ouvia “Crescer” e acreditava que não haveria nada mais verdadeiro... Aquele era o romantismo verdadeiro e era tudo o que eu desejava... Eu tinha ali meus ídolos, minhas estrelas, meus sonhos. E agora está tudo tão distante...

A última temporada foi ao ar em 2000 e eu já assistia com saudade e medo, eu já duvidava do meu refúgio... O Samuca havia ido embora e a Fran estava com um menino, fera em matemática, chamado Yuri. E o Rodrigo, personagem do Bruno Gagliasso, gostava dela... A personagem da Elisa Veeck não ia esperar o personagem do Jonatas Faro porque aquilo era uma novela e bastaram as férias para ela esquecer o amor pelo qual havia lutado tanto.

Assisti a tantos vídeos pensando em qual eu colocaria aqui... Eu queria colocar um que tinha um apanhado geral, mas acabei decidindo por esse que me traz tantas boas lembranças de uma menina bobinha, sonhadora e romântica...

Pensamentos...

Há um tempo atrás eu fiquei horas pensando na melhor formulação possível para um desejo que eu ía fazer. O amuleto era poderoso e me concedeu o que eu pedi e até um pouco mais. Infelizmente, meu pedido foi humilde (eu realmente queria ser atendida, por isso não pedi demais) e o meu sonho só ameaçou virar realidade, nada mais. É triste ter um sonho legal transformado em rancor, mas é por isso que ultimamente eu venho achando que sonhos impossíveis são bem melhores que os possíveis, pois você nunca vai chegar a se desapontar com eles...

Pensei tanto e não escrevi nada...

Lição da semana:
A mentira é algo nocivo. Mas entre uma mentira sua e uma mentira de outro, prefira sempre a sua.

Texto escrito de madrugada...

Lição da semana:
Costumes podem ser perdidos.
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E mesmo se você sentir falta, ou achar que sente, ainda é possível largar um costume que lhe seja incômodo. E se ele não lhe incomoda e existe a necessidade de largá-lo, saiba que não será difícil, pois um costume chiclete, aquele que parece ser bom e que se torna companheiro inseparável, uma hora perde o gosto.

Texto escrito sem planejamento...

06/08/06
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Ultimamente tem acontecido algo curioso. Eu quero escrever e simplesmente não consigo. O que tenho não é medo de enfrentar a página em branco, não é falta de assunto, não é falta de tempo, não é falta de inspiração, não é medo de me expor demais. Eu não sei o que é. Já pensei que poderia ser cada uma das razões anteriores, mas não chega a ser exatamente nada daquilo.
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Talvez eu tenha escrito nos últimos dias. Sim. Eu escrevi alguma coisa. A questão é que tem sido pouco. Cheguei até a escrever uma carta, justo eu que cansei de cartas. Tive cartas não enviadas e não respondidas e cansei de cartas. Eu escrevi aquela carta e naquela época, alguns dias atrás, eu achava que não escrevia para não me expor. É verdade, eu ando mostrando muito de mim. Ando fazendo isso muito abertamente. Tenho saudades de quando eu podia simplesmente sentar na frente do computador e escrever sobre alguém como Clara, tão viva e tão sem vida, tão obviamente personagem.
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Escrevi, também, duas poesias. Poesias semelhantes em forma e conteúdo, porém reflexos – se é que se pode dizer assim – uma da outra. Sou plenamente consciente da qualidade sofrível de minhas poesias. Não nasci para poetisa. Entretanto, naquele dia, quase me senti por completo satisfeita. Foi bom escrever por escrever e deixar o texto fluir da forma como ele vinha, deixar as idéias guiarem a mão.
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Agora eu escrevo e não falo de nada. Vai ser ainda pior quando eu parar. Talvez ainda haja um jeito de escrever o que me atormenta, o que me alivia, o que me agrada, o que me entristece. Só não sei se sou capaz de me expressar simplesmente escrevendo. E não sei se um dia fui.
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Um pequeno comentário foi capaz de fazer com que eu diminuísse ainda mais a minha atenção nos outros para voltá-la contra mim mesma. Eu tenho me analisado constantemente. Eu percebi como já faz um certo tempo que exagero algo pequeno para tentar camuflar as coisas grandes. Não que eu já não tivesse reparado que eu faço isso. Só que tenho feito com uma freqüência que me desagrada – no mínimo três casos óbvios desde aquele que foi tão desesperado quanto, felizmente, inútil – e tenho convivido mais de perto com esses arroubos do que jamais teria feito.
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Só agora me veio a mente que há tempos não tenho um personagem novo para trabalhar. Não crio nenhum desde que... Bom, eu tenho uma noção desde quando e me assusta pensar que faz tanto tempo assim. Acho que desde os doze anos, quando tudo isso começou, eu nunca vivi um período tão longo sem novos personagens. Claro, eu coloquei esses personagens para preencherem uma certa lacuna e agora, tecnicamente, não precisaria mais deles. Mas eu sinto falta e, pensando bem, acho que preciso. Eu já achei que poderia acabar enlouquecendo, mas continuava para poder seguir. Agora eu sigo, talvez essa ajuda de antes (uma ajuda nociva, que me deixava tão sorumbática) não possa mais funcionar, mas eu a quero. Não sei se eu abandonaria a realidade para tê-la, mas eu a quero.
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Não, essa não é a razão porque não escrevo tanto quanto necessito. Talvez o que me fez parar com meus personagens – e eu sei bem o que é – também seja responsável por isso. É provável que sim. Eu não quero trocas, esse tipo de preço é muito alto e é mais do que eu posso bancar. Eu preciso dos meus escapes para continuar. Nesse pesadelo, meus escapes fugiram e, nessa fuga, foram somados àquilo do qual me protegiam. Ainda bem que, mesmo mal, eu escrevo. Assim um pouco se esvai e eu adio a troca entre meu mundo e o mundo onde vivo. Eu gostaria que eles nunca tivessem se tocado. Gostaria?

Eu, Renata B., fumante de orégano...

Texto escrito na véspera da volta às aulas.
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Ah, eu estou tão ridiculamente feliz!!!
Hoje é domingo, são 23:25h e, dentro de poucas horas, eu estarei novamente em aulas! É idiota, eu sei, mas foi só quando eu fui pensar onde estaria a minha mala que eu percebi como eu deveria estar feliz.
Juntei as coisas que vou precisar amanhã, pensei na absoluta falta de preparativos para esse momento, lembrei de uma nota de dez reais que eu tinha escondido junto com o cartão transporte antes de ir para a praia, olhei para a janela e disse:
- A cortina é azul!!!
Foi algo totalmente imbecil, mas, sinceramente, foi maravilhoso! Olhando para a cortina azul tive visões lindas... O ônibus do JN que eu soube a pouco que passou por Registro e São José dos Pinhais; o casaco roxo da Suelen; os cabelos lindos e loiros da Fran; o Raphael enrolado em um cobertor cor-de-rosa; o livro que o Vanderson ainda não me devolveu; o Sávio bebendo cerveja no churrasco; o orkut da Mari; eu e a Vanessa e as compras para o níver da Fran; os extremamente confortáveis sofás do CACOS; a mulher do xerox escrevendo meu nome... Coisas assim... Coisas de uma pessoa que, de repente, se descobriu feliz.
A última semana não foi fácil, as próximas provavelmente não serão, mas agora eu terei um bando de pessoas felizes por perto e não vou mais me afundar em tristezas. E vou parar de escrever sobre isso. Afinal, estou feliz!
Desejo para mim mesma e para os meus amigos um excelente semestre! Que seja tão bom quanto o passado!!!
Obs.: Camila, querida, não esqueci de você. As minhas visões foram ao som do seu CD “As 20 + Pedidas”!
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Só para constar: o Vanderson já devolveu meu livro. E, mesmo tendo demorado para postar, o texto continua sendo ruim (talvez até pior que no momento de felicidade ao extremo), mas, mesmo assim, ele merece seu espaço, afinal, a cortina ainda é azul!