Texto de uma pessoa apaixonada...

As Barreiras e o Sonho
As pessoas tendem a evitar coisas que elas querem muito. É uma espécie de defesa. É ruim querer muito uma coisa, é feio. Principalmente se essa coisa precisa de outra pessoa para se realizar. Alguns falam muito, outros se fecham; alguns mentem, outros são sinceros demais; alguns encaram, outros simplesmente fogem.
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A minha defesa possuía várias barreiras. Para começar, eu tentei me convencer de que aquela outra pessoa era a certa para você. Essa é uma saída clássica e que sempre deu certo. Era a minha barreira mais forte, a minha fortaleza. Dessa vez eu simplesmente não consegui me convencer disso. Ela foi se tornando cada vez menos certa para você. E eu sentia cada vez mais a necessidade de te ver. Por que você se atrasava para as aulas? Por que você sentava tão longe de mim? Por que você continuava tão natural comigo? Por que eu continuava tão natural com você? Por que a gente se dava tão bem? Por que você não dava qualquer sinal de gostar de mim? Por que você ia embora? Por que você começou a me deixar na dúvida?
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A minha segunda barreira caiu sem contestação. Eu simplesmente não podia me afastar de você. Eu pensei nisso e só pensar era doloroso demais. Então, sobraram a barreira da negação, em pé desde o início, mas já muito abalada, e a barreira do medo, alimentada pelas dúvidas.
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A barreira da negação precisava de um mero sopro para cair. Intimamente ela já não existia, era só fachada. E ela caiu facilmente. Foi só preciso alguém com a habilidade de fazer as perguntas certas ou com a habilidade de parecer querer saber. Obviamente, uma vez caída, ela tornou-se um grande problema. Eu não era mais capaz de negar. E justamente em um momento em que apareceu uma pessoa próxima a você disposta a exercer de muita curiosidade.
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O medo e as dúvidas tomaram um espaço grande. Já era fato. É fato. Eu gosto de você. Gosto muito e gosto de verdade. Mas, e você? Eu me sentia terrivelmente idiota por achar que talvez existisse a possibilidade de você gostar de mim. Eu preferia acreditar que não havia. Doía, mas eu acabaria por sofrer menos quando soubesse de você com alguém, quando visse você com alguém. Sofreria menos? Não, claro que não. Mas era lógico pensar assim.
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Eu ficaria assim por bastante tempo. Já tinha até me conformado. Sofreria, disfarçaria, encararia a vida sem você, viveria assim até isso passar. Passaria um dia. Deixei para o tempo cuidar disso.
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E o seu olhar? Eu não só o via como o sentia. Por que eu não conseguia segurá-lo? Eu desviava o meu e procurava disfarçar. Era algo que fugia ao meu controle. Uma defesa totalmente inconsciente e incontrolável. Eu não podia começar a acreditar naquela possibilidade tão longínqua, tão impossível. Eu não podia olhar para você e sentir como se existisse algo além de uma mera conversa entre amigos. Eu quebraria.
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Não sei o que aconteceu exatamente para eu ter decidido ir ver aquele filme. Talvez tenham sido as esperanças que eu não consegui frear, a idéia de que aquela seria uma das últimas possibilidades antes do fim do semestre... Não sei ao certo, mas eu queria ir e não era por causa do filme, era por sua causa. E eu queria que fosse uma tarde comum, divertida, agradável, uma tarde com você. Mesmo sabendo que eu acabaria essa tarde como alguém muito triste.
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Você me perguntou de quem eu gostava e eu quase menti. Eu precisava mentir. Mas eu não pude, você sabe que eu não consigo. Você me olhou e eu desviei os olhos. Mas eu não queria desviar. Eu queria continuar olhando para você, só daquela vez ao menos. Eu me esforcei para conseguir. Eu precisava dar essa chance a mim mesma. Tudo poderia dar tremendamente errado, mas eu precisava tentar. Eu queria tentar. E você não deixou aquela chance passar. Por um instante eu tive medo. Você atravessou várias das minhas barreiras, mas essa última era minha.
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Amanhã aquele sábado faz uma semana. Essa foi uma das semanas mais cheias de felicidade, mais cheias de vida, mais cheias de amor de toda a minha vida. Meu coração ainda tem medos, mas eles evaporam nos seus abraços e o mundo some durante nossos beijos.
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Danilo, eu me sentia tão insignificante perto de você. É tão bom ter a sua atenção. É tão bom saber que eu significo algo para você. É tão bom poder estar com você. É tão bom poder demonstrar o que sinto. É tão bom escrever o seu nome no meu blog e parar de escrever “você” sem nunca dizer quem é e sem ter coragem de admitir para os outros. É tão bom viver tudo isso que as coisas parecem irreais. Não me acorde desse sonho. Eu quero vivê-lo eternamente.

Memórias do Terceirão...

Bom, essa história é real e no dia que a senhorita Midorikawa voltar a ter internet ela pode confirmar. A idéia de passar isso para o papel (ou para o computador, no caso) veio para que as bizarrices vividas na época de terceirão, em especial as das aulas de Química, não se perdessem para sempre juntamente com a memória fraca das pessoas as presenciaram.
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Eu não lembro qual era o assunto que devíamos estar vendo naquela manhã, mas, por alguma razão, meu amado professor de Química (e não era aula de Química Orgânica) começou a divagar sobre a origem do petróleo.
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De acordo com ele, a Bíblia diz que a Terra tem 600 mil anos. Eu até poderia tentar checar essa informação, mas como a Bíblia daqui de casa fica na prateleira mais alta da estante eu duvido que eu já tenha sequer encostado nela. Isso não vem ao caso. A questão é que o cálculo que os cientistas fizeram de idade da Terra, número de organismos que já morreram, tempo que o petróleo demora para ser formado e diversos outros estão todos errados. Meu professor disse, e o que ele diz é sempre correto para ele, que a Terra realmente tem 600 mil anos e que o petróleo existente atualmente é o que restou dos pobres animaizinhos que Noé não colocou na arca.
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Isso mesmo. Noé teve que escolher um casal de cada espécie para colocar na arca e muitos pobres animaizinhos ficaram de fora. Assim, a primeira vez que a Terra viu água (se meu professor disse que aquela foi a primeira vez, é porque a Bíblia também deve ter dito e a Bíblia não mente) resultou na morte de muitos bichos. Mas como Deus escreve certo por linhas tortas, esses pobres injustiçados tornaram-se úteis para os seres-humanos, pois viraram fonte de energia.
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Eu fiquei com algumas dúvidas depois dessa aula, mas acabei não perguntando por motivos de força maior. Se alguém puder me esclarecer eu agradeço. Quantos animais viviam exatamente na Terra na época de Noé? Se não existia água, como eles viviam?
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Eu tinha mais dúvidas, mas esqueci. Provavelmente eu também esqueci de vários argumentos utilizados pelo meu amado professor (ninguém reparou que eu não estou querendo colocar nomes), então, se alguma pessoa que viu essa aula lembrar de algo pode me dizer.
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Em breve, mais bizarrices das aulas do Terceirão 2004 e do Semi 2005.

Números...

O blog que você vê em estatísticas nada comprovadas...

72 – cigarros na frente da Floresta na segunda à noite;
4 – ótimas conversas por MSN no domingo (uma em especial);
2 – pessoas desconhecidas falando sobre pessoas conhecidas no ônibus;
2 – capítulos escritos para o livro;
1 – debate muito chato parcialmente assistido;
1 – 10 na matéria da Teresa;
0 – trabalhos para essa semana concluídos.

*tá, eu ando muito fã da SET ultimamente, mesmo sem uma razão especial (ou talvez com uma).

Novidades...

Bom... O blog está de cara nova de novo (ao menos dessa vez eu não deletei todos os posts)...
Ele está sem-graça, mas aceita comentários (viram Suzan e Danilo, eu não ignorei o que vocês disseram)... Com o tempo eu vou arrumando.
Por hoje fica registrado que eu coloquei novos links e mudei o template.
Quem quiser pode comentar em todos os posts passados. Eu ficarei muito feliz e lerei tudo. Promessa.

Pensamentos tristes...

Outro dia eu olhei para o portão da Floresta e pensei: “o que aconteceria se eu morresse ali, sozinha?” Claro, não suicídio ou algo assim, um ataque cardíaco fulminante, talvez (algo ligeiramente difícil para alguém com pressão baixa, mas tudo bem)... Bom... Eu tentei responder à minha pergunta. Provavelmente algumas pessoas iriam tentar me acudir e tal... Ou ficariam olhando aquela maluca que caiu sem mais nem menos (uma morte sem muito sofrimento, por favor)... E quando as pessoas da sala ficassem sabendo? Bom, na hora pensei que a Suelen provavelmente ficaria furiosa comigo por eu não ter ajudado em nada com o seminário... E a Albana também, mas pelo trabalho do Dennison, claro... A Carla provavelmente não ficaria lá muito brava (mesmo estando na minha equipe do trabalho de História) e ficaria tristinha... Não soube responder quanto às outras pessoas da sala. Alguns iriam ficar sérios com a notícia, mas não iriam se preocupar muito com o assunto. É provável que outros acabassem perdendo alguns minutos pensando em mim... Vários teriam o aliviante (existe essa palavra?) pensamento de que isso representa uma pessoa a menos no mercado de trabalho (mesmo que acabassem se culpando por isso depois)... Pensei na possibilidade de haver uma comoção, mas ela não fez muito sentido.
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É provável que existam pessoas legais que vão me recriminar por pensar coisas assim. A questão é que eu não controlo o que penso. Naquele dia eu estava triste por estar sozinha, nem sei porque eu estava sozinha. Não lembro mais se era manhã, tarde ou noite... Mas eu pensei nisso...
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A questão é que eu já apresentei o seminário com a Suelen e já enviei minha pesquisa para a Abana. E agora? Será que me deixariam deitada ao lado do portão por muito tempo? Ninguém tem necessidade de mim. Claro, minha família sofreria, mas eles sobreviveriam. Uma pessoa a menos não deixa de ser uma vantagem (agora sou eu que me recrimino por escrever idiotices)...
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Há algumas horas fiquei sabendo que meus colegas têm planos de ir para a praia nessas férias. Eu deveria ter achado muito legal. E achei. Espero que dê tudo certo e que eles tirem muitas fotos para me mostrar depois. Eu penso em ir, não sou capaz de me excluir tão facilmente, já tentei, não nego, mas não consigo. Não sei se será possível ir, mesmo porque, as principais barreiras estão em mim mesma. Eu sou chata, fresca e irritante. Não quero ir assim, mas quero ir assim mesmo. Bom, nem sei se isso dará certo, se vão realmente chamar várias pessoas... Eu só soube da idéia. E como ela me perturba.
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Um tempo depois, não sei se naquele dia ou no seguinte, eu acabei atravessando aquele portão. Eu não estava sozinha. E fiquei imaginando como eu me sentiria se estivesse fazendo aquilo sozinha depois de todos aqueles pensamentos. Mas eu não estava sozinha. Já fiz aquele caminho para sair da Floresta várias vezes sozinha. Ainda bem que não é sempre. Ainda bem que naquele dia eu não estava sozinha. Naquele dia eu podia ouvir a risada da Carla e a Suelen dizendo qualquer coisa para a Vanessa. Eu ainda não gosto de olhar para aquele portão quando estou sozinha, mas já não me importo de passar por ele...

Minha turma...

Eu nunca vi um jogo de futebol passar tão rápido!
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Os últimos dias têm sido incríveis. Tantas coisas ruins vêm acontecendo, tantas bobagens andam se passando pela minha cabeça, tantas dores, tantas tristezas. E mesmo assim eu vou lembrar desse semestre como um dos mais felizes da minha vida.
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Eu nunca tive um grupo de amigos tão grande. Eu nunca fui tão sorridente. Eu nunca havia gostado de apelidos. Eu nunca pensei que passaria tanto tempo dentro de um ônibus sem achar ruim.
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A cada dia fica mais difícil crer na realidade disso tudo. As minhas notas ajudam nisso. Foi um enorme engano eu ter passado no vestibular. Eu não mereço a convivência com pessoas tão felizes, tão sossegadas, tão bem dispostas, tão atenciosas, tão inteligentes, tão amigas.
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O churrasco aqui em casa foi um sucesso (embora seja suspeito eu escrever isso). Eu me diverti muitíssimo. Nem parece que era uma festa dos meus amigos. Tinha tanta gente, tinha tanta pagação de mico, tinha tanta alegria. Não, não eram os meus amigos. Eram os amigos de outra pessoa. Uma pessoa querida, bonita, agradável. Eu não mereço amigos assim.
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Já o aniversário da Fran foi totalmente diferente do churrasco. Não que não tenha sido bom. Foi realmente muito legal, mas despertou sentimentos diferentes. Ao contrário da diversão a todo pano, vi uma amizade crescente. Fiquei feliz por todos nós por termos tido a sorte de nos conhecermos. O grupo estava muito unido e, porque não dizer, até íntimo, muito mais do que eu imaginei que fossemos ficar. Fiquei feliz pela Fran. Eu adoraria ter essa quantidade de gente no meu aniversário.
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Acho arriscado falar dos meus colegas, mesmo que muitos deles já sejam meus amigos. Acontece que cheguei a um ponto em que preciso fazer isso. Eu nunca tive essa necessidade antes. Esse grupo, assim como o do Semi, é muito especial e eu quero cuidar muito bem para não perdê-lo.
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As pessoas possuem um humor fantástico. É algo entre o trash e o non-sense, chegando aos extremos de cada um dos tipos. Eu realmente não sei o que seria da turma se não fossem as piadas do Raphael (um mundo sem a deusa Gina!!!) ou a capacidade de ser zoado do Sávio. Isso sem contar os bib-comentários bem sacados da Poliane e as idéias e opiniões da Suelen (que mágico).
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Meus trinta colegas são especiais. Especialmente o nosso 31° elemento, a moçambicana Aida que está fazendo intercâmbio. É ótimo conviver com alguém com tantas experiências diferentes, além de um sotaque mais que lindo! Eu tenho muita sorte de ser a única Renata. As Marianas e as Amandas são fantásticas, mas cansa ter que depender do sobrenome para saber a quem o professor se refere. Boa sorte para elas. Eu nem posso comemorar muito por ser a única Renata, pois minha identidade está sendo roubada. Graças aos meus amados colegas agora atendo pelo nome de Thaís (ou pelo apelido Tatá) e tenho um passado na Grécia.
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Existem pessoas fofas na sala também (aliás, meu vocabulário anda muito influenciado). A Carla, também conhecida por Alessandra, é o maior exemplo. Ela é delicada, estudiosa, amiga. O tipo de pessoa que eu quero manter próxima a mim para sempre. A Vanessa, a Franciele e a Mari também são pessoas que eu gosto muito. Com relação à Vanessa, eu tive uma primeira impressão muito enganosa. Ainda bem que eu pude conhecê-la melhor. Já a Fran tem uma mãe que cozinha muito bem, acrescentando a isso uma família adorável e uma imensa capacidade de ser única. Dos meninos, o mais fofo, sem sombra de dúvidas, é o Danilo. Isso não precisa nem justificar. É vendo e crendo.
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Existem também pessoas com as quais eu não converso muito e outras que mereciam um espaço bem grande nesse post (todos os meus colegas merecem posts gigantes e exclusivos, na verdade), mas hoje é domingo, já fiz um texto para a faculdade e tenho mais trabalhos pela frente. Ao menos esse texto serviu para eu matar um pouco a vontade de escrever sobre a turma.